Esse relato fará parte do arquivo da Família Ortaça

Beta Oliveira
Em uma entrevista que fiz durante o concurso da magistratura, um dos examinadores pediu que eu citasse o nome de alguns expoentes do tradicionalismo gaúcho. Eu, uma jovem da capital, que jamais havia colocado os pés em um CTG, mencionei o nome de três figurões da RBS. Em resposta, o examinador entortou o nariz e disse que dava para notar que eu não era uma admiradora das tradições rio-grandenses. Confesso que saí da entrevista um pouco envergonhada.
E o destino – ah, o destino! – quase que por capricho me trouxe para a região missioneira, para a terra de Jayme Caetano Braun, Noel Guarany, Pedro Ortaça e Cenair Maicá (imagina se a entrevista fosse hoje!). Após três anos convivendo com a cultura, a comunidade e a História locais, não foi só nos expoentes do tradicionalismo que tive a oportunidade de me aprofundar.
Convivi com um povo extremamente acolhedor, alegre e "conversador" (acho que todo o são-luizense tem um payador dentro de si) e fui muito feliz por aqui!
Só que "pedra que não rola cria limo", e a minha hora de ir chegou. Estou rumo à Comarca de Gravataí.
Agradeço do fundo da alma a acolhida, e estejam certos de que voltarei sempre que for possível!

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